Edifício, mas não é impossível!

E viva a variação linguística do nosso país! Esse post é sobre uma situação inusitada (e bastante engraçada) vivida na pós-graduação.

No Sudeste, as pronúncias das vogais são: /a/, /ê/, /i/, /ô/, /u/ . Já em nosso amado Nordeste, especialmente na Bahia, as vogais são átonas… pronúncia aberta: /á/, /é/, /i/, /ó/, /ú/. É dessa variação de pronúncias que surge um episódio pra lá de engraçado que vivi na USP São Carlos.

A vida do nordestino que estuda no sudeste /édifício/! /édifício/ ser compreendido!

Na aula de Metodologia da Pesquisa Científica, a bibliotecária me perguntou:

BLIOTECÁRIA – Ei, você, me diga uma palavra-chave (em português) de sua pesquisa;
PV – Edifício (/édificio/, respondi com meu sotaque nordestino…)

A bibliotecária… colocando os cabelos atrás da orelha e procurando um novo aluno concluiu:

BIBLIOTECÁRIA -Nossa! Se é tão difícil assim, vamos perguntar a outro colega…

E a turma inteira soltou aquela gargalhada (inclusive eu).

Felizmente a falha na comunicação foi transformada numa memorável piada.

Agora, cá pra nós, imagina que tosco, o Zé Ramalho cantando assim: “Tá vendo aquele /êdifício/, moço? Ajudei a levantar…”

Não rola!! É muito difícil!! uashuahs